Lembrei de você hoje

Lhe cheirei, ao ver os resquícios
de um pôr de um sol já cansado.
No último suspiro da lua que lhe dizia
não vá, ainda há tempo, ainda podemos...

Não podiam.
O sol inclemente foi embora deixando para trás
todo o lamento de uma lua que jazia, já quase morta.
Trocada pelo vazio, por outro, por uma lembrança nua.

Diante da magnitude de um céu, inefável cenário
não cessou, não cheirou, nem ao menos olhou
vi que a necessidade era a morte do romance
sem explicar o por que, só seguiu seu instinto

Um sofrimento que ela insistia em reeditar
pelo mito da imortalidade talvez, não sei
ela nunca me disse. Só foi... Igual ao sol
Deixando a lua aos berros, os mais tristes que vivi.

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