Para o meu eu que estava morto

Morri ao me encontrar,
já estava morto, confesso.
Já que lucidez sem sentir,
é uma morte disfarçada.

Ainda tentei lutar
contra mim, óbvio que perdi
jazia ali no túmulo, meu peito.
o quebrei e o abri.

Encarei o defunto,
no caso eu, estava deformado
cansado de esconder, de sonegar.
Me dei conta do erro.

Instantâneo foi me apaixonar!
Por mim e pela liberdade do sentir.
A dor me tornou quem sou, e
o passado só resta a ele.

Me desejo o seguinte:
Me ame, ao máximo que der
e quando não der,

me ame mais um pouco.

Assinado: eu mesmo.
O que eu quero ser quando crescer? Humano.

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