Morri.

Morri.

A primeira lágrimo a caiu pelo canto da incerteza. 
Já não pude acalmar, 
já que estava coberta pela escuridão.
Toquei sua mão gelada pela agonia do adeus,
a agonia da solidão, 
do amor despedaçado. 
Até o vento sentiu e uivou,
na noite que não acabou,
eu mesmo,
morri mil vezes junto c’ela,
e naquela noite não foi diferente.
Na verdade nua,
disse tudo o que estava acumulado fazia tempo dentro de mim,
e ela entendeu que era um adeus. 
Por último carreguei comigo o vestígio do nosso último ato,
 com vergonha vaguei pela madrugada do medo,
 embriagado pelo medo e pela incerteza.
 Morri e o corpo morto tenta apagar/espulgar a saudade do sorriso.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Franchesca Aurora

Para o meu eu que estava morto

Carta pra A